" .. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto (…) ” [Caio Fernando Abreu]



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DOS MEUS ESPAÇOS..

 

 

 

Não foi à toa que nasci com 55cm. Papai do céu sabia que a moça aqui precisaria de espaço nessa vida - ou nesse mundo. E assim se fez.

Dividi o quarto com minha irmã mais nova por poucos anos. Dois no máximo. Quarto, sempre representou pra mim, privacidade. Liberdade. Esconderijo - nada secreto. Na universidade, até tentei dividir quarto mas .. não obtive sucesso. Então parei de ignorar minha eterna vontade de ter um espaço meu. MEU de verdade. E nesses momentos, de instabilidades financeiras, o máximo que pude chamar de meu foi o quarto em que dormi.

Mas depois de quartos, queria mais. Muitos mais espaços que aquelas quatro paredes - lindas e minhas. Queria liberdade e espaço pra ser. Pra trabalhar. Pra ler. Pra sonhar. Pra viajar. Pra não calar o que pulsa aqui dentro. Pra ter quem eu quiser - e me quiser (Jú, TE AMO). E meus quereres-espacias tornaram-se adultos. Cresceram e modificaram algumas formas, alguns contornos. Meus espaços, hoje, sabem e assumem a responsabilidade de serem do tamanho que são. Não admitem invasões alienígenas. E, confesso, que são estúpidos também. Colocarão vc no chinelo e vai estar tudo bem, sim.

E é então, com muito orgulho e sinceridade que consigo andar de mãos dadas com todos eles. Porque eu sou feita disso. Sou feita de todos os espaços que me fizeram ser gente grande de verdade. Foi por, e com, eles que muitos pedaços de mim, finalmente, se encaixaram.

E hoje? Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja negado o ESPAÇO da fala. Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja negado o ESPAÇO do riso. Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja negado o ESPAÇO da justiça. Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja negado o ESPAÇO - ao menos - da minha LIBERDADE DE IR E VIR. Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja negado o ESPAÇO e direito ao delírio. Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja negado expressar minha opinião, e principalmente, MEUS DIREITOS. Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja negado o ESPAÇO para expressar e exercer meu excelente, e com muitooo orgulhoooo, profissionalismo. Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja negado o ESPAÇO à PRIVACIDADE. Não consigo mais viver sob quaisquer condições em que me seja exigido um ESPAÇO para desvio de conduta, ou de caráter. Não consigo mais viver sob quaisquer condições que apresentem ESPAÇO(S) para o extinto regime de escravidão. Não consigo mais conviver sob quaisquer condições em que haja ESPAÇO(S) para negligência e abuso de poder. Não consigo mais viver sob quaisquer condições que apresentem ESPAÇO(S) para o totalitarimo. Não consigo mais viver sob quaisquer condições que apresentem ESPAÇO(S) destinados ao terrorismo.

E, amanhã?? Não conseguirei mais viver sob quaisquer condições que apresentem ESPAÇOS GRANDES DEMAIS PARA PESSOAS PEQUENAS - DEMAIS, TAMBÉM.



- Postado por: Diii às 22h03
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Das dores..

" .. Fico fugindo das dores como se fosse capaz de evitá-las. Como se me calar não causasse dor. Eu precisei hoje decidir com qual dor quero ficar. Precisei hoje escolher qual a dor quero que faça parte de mim. E hoje eu ainda fiquei com a fala. Não sei até quando o limite de suportar vai me permitir. Mas hoje, apenas hoje vou continuar dando espaço pra minha fala. Mesmo que ela não seja do jeito que eu queria que ela fosse. Mesmo que eu ainda sinta falta de um pouco mais de verdade e intensidade em mim. Ainda assim, vale mais a pena que me calar. "

(by



- Postado por: Diii às 20h11
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Ahh.. A Martha! (Suspiros..)

Pra quem ainda não sabe aqui vai: sou completamente apaixonada pelo trabalho da Martha! Acompanho seus textos desde o tempo em que a minha Diva possuia uma coluna no Terra chamada Almas Gêmeas. De tanto ler-reler-ler-e-reler, imprimi todos. Ainda os tenho numa pastinha velhinha branca. Estão lá. Vezenquando sento na cama, abro a pasta e escolho um aleatório para ler. Assim que começo, já sei do que se trata e como acaba. Se eu não enjoo? Nunca. Gosto. Adoroooooooo. Mais Martha, Non Stop.

Posso dizer que ela me acompanhou, através de sua mágica escrita, por um período cheio de dúvidas que foi minha adolescência. Meu entendimento sobre muitas coisas teve várias pitadas de Martha, com muito orgulho. A forma clara e objetiva com que, ainda hoje, expressa suas opiniões e sentimentos me fascina. Ao lê-la (há!) consigo imaginar que ela está ali presente. Entendendo. Mexendo a cabeça com aquele ar de estou-entendendo-continue. Respondendo, e sendo ímpar. Cada palavra sua expressa sintonia com meu mundo real. Por várias vezes, senti-me angustiada por não conseguir expressar tudo o que palpitava aqui dentro. E ao ler, ler, ler e ler Martha eu sabia que toda a bagunça aqui dentro tinha solução. Tinha explicações racionais - algumas nem tanto, vai. Ela sabeeeeee, minha gente. Ela sempre sabe. Não é eufemismo, pessoas. Ela sabe. Ela sente e sabe. E transparece de uma forma muito pessoal e natural. Você começa ler seus textos e parece que ela está ali bem na sua frente. Conversando com você como se fossem amigas há um bom tempo.

Martha é conforto puro. Sinto-me em casa de pijamão rasgado quando leio qualquer palavra sua. Não a conheço, pessoalmente AINDA, mas não consigo imaginá-la carrancuda, mal humorada ou agressiva. Ela transmite serenidade e calma. E sabedoria. Principalmente, sabedoria. Às vezes, tenho a impressão de que ela já viveu dez vidas e voltou para - felizmente - nos contar como as coisas e as pessoas são. Porqueeeeee ela sabe, minha gente. Talvez ela ainda não tenha se dado conta de sua sapiência. Mas ela sabe. Confiem nesta que agora vos escreve: ELA SABE. E o mais estranho é que quando vi uma entrevista sua no Youtube, ela parecia uma menina de colégio maravilhada com o desconhecido. Estranho e mágico. Ela é simples e escreve e entende e .. sabe. Acreditem.

Desde a estréia de Divã - livro seu que eu devorei milhares de vezes e que felizmente virou filme - estou ansiosa esperando para que chegue ao cinema aqui da minha cidade. Vi o trailer e já relembrei de trechos do livro. TEnho certeza de que não me decepcionarei. Também pudera, hein? Lilia Cabral, José Mayer, Gianechinni e Cauã representando meu Best Seller? Pera, tô aqui levantando a mandíbula.

Ah, se hoje tenho um blog foi graças a essa querida que resolveu me responder há alguns anos atrás um e-mail , entre tantos milhares que deveriam constar em sua caixa de entrada. Lembro que ela me incentivou a escrever, e com o retorno da minha ídola literária eu segui em frente, ou pelo menos até aqui.

Termino esse post dizendo que meus filhos (caso eu tenha algum dia..) lerão Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Fabrício Carpinejar, Clarissa Corrêa, Fernanda Mello e principalmente Martha DIV(in)A Medeiros.



- Postado por: Diii às 23h38
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Meu Lado B

 

 

 

Vou contar aqui um segredo: não sei terminar sentimentos. Sensações. É. Não-sei-como-faz-se-vc-aí-sabe-por-favor-me-ajuda? Não sei terminar relacionamentos. Vínculos. Encontros. Desencontros. Não sei jogar tudo dentro da mala e Despedidas? Nossasiiiiiiiiiiinhoraducéuuuuuuuuuuuuuu. No momento-despedida-ó-e-agora eu sempre penso que um buraco deveria se abrir abaixo dos meus pés. Mas como isso ainda nuncaaaaaaa aconteceu, continuo enfrentando tudo com um estranhamento sem tamanho. E que sempre me incomoda como se fosse a primeira vez. Pode? Pode, sim. Não me acostumo. Não sei o que fazer com as mãos. Minha boca treme e acho que ao invés de falar começo a soletrar letras que não fazem parte do meu conhecido vocabulário. Então uma voz aqui dentro implora pra ir. Simplesmente, ir. Sair dali o mais rápido possível. Go! Por-favor-pessoa-que-está-me-olhando-e-aguardando-meu-tchau-por-favor-entenda-que-eu-não-sei-me-despedir! Meu coração dispara e mesmo sem ter a certeza de que me lembrei da formalidade de despedir-me, eu vou. Olho para meus pés e o movimento rápido e contínuo me acalma. E, então, dado o primeiro passo rumo ao desencontro com A Despedida, sinto um alívio incondicional. Meu ar começa a se tornar puro, novamente, e volto pro que eu chamo de mundo-ao-meu-redor.

Ei, calma que eu não sou esse bicho-do-mato que você aí poderia estar afirmando, agora. Minha consciência e educação sempre foram mais fortes e nunca me permitiram agir - nesse aspecto - de acordo com o que sinto, penso e querooOO. Tá. Preciso contar aqui que por um período maravilhosooooo adquiri - ahhhhhh-obrigadaaaa-Vila! - com uns amigos paulistas, o fantástico hábito de sair à francesa dos encontros, festas e afins! Melhor de tudo? Todos achavam super normal. Parecia lei. Aliás, era lei. No máximo uma risadinha irônica perdida e a fúria pela pessoa ter "conseguido" sair sem ninguém perceber.

Toda essa prosa aí acima pra dizer que a morte de duas pessoas nesses dois últimos dias me afetou de uma forma inesperada. Quem eram as duas pessoas? Uma: tia próxima do meu pai (tia do pai é o que da gente?). Duas: vó do meu namorado. Por estar longe da primeira, lamentei a 800 Km de distância o fato irreversível. Fiquei triste, sim. Lembrei de vários momentos em que a-tia-do-meu-pai fora presente no meu passado. E mesmo lamentando o fim por ela, segui meu dia. Até Às 23h, quis dizer. Porque nessa hora meu namorado me ligou comunicando o falecimento de sua vó, que no dia anterior estava absolutamente normal. Dois dias. Duas mortes. Duas absolutas certezas:

- Primeira: Não sei me despedir, DE NADA E DE NINGUÉM.

- Segunda: despedidas eternas me deixam sem-rumo-sem-lenço-e-sem-documento, sim.

Quando vi meu namorado ali parado em frente ao caixão não tinha como não ficar emocionada. Ele nunca mais veria a vó e vice-versa (tem hífen?). Sim, eu a conheci - postumamente - e mesmo assim, gostei dela. Não sei explicar. Gostei da senhorinha, infelizmente, na ocasião coberta de flores. E ao ver através da grinalda, que cobria seu rosto, aquela expressão macia de "dever e vida cumpridos" tive minha re-re-re-re-confirmação de não-saber-terminar-sentimentos-sensações-(d)encontros. Eu não conhecia a Dona Alice mas não queria que ela partisse. Não queria me despedir. Nem vê-la partir. As horas longas-intermináveis-necessárias do velório me fizeram refletir em várias coisas. E, pessoas. E.. na minha vózinha única e indescritível e querida e linda e tudibaum. Se meu namorado chorou o que chorou.. eu vou ter que nascer de novo quando tiver que abrir um buraco (aquele bem na minha frente, lembra?) pra não ver minha vó partir. Porque eu não saberei me despedir dela. Nem de ninguém.

 

 

 

P.S: Se vc ainda está lendo este texto, merece saber que eu fui e voltei várias vezes para este mesmo texto. Só para evitar, o quanto pudesse, esse...

 

 

 

 

FIM.



- Postado por: Diii às 21h35
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Sim, Farmacêutica!

Visitando blogs (adorOOO) achei esse post lindo!! Por que será? Apaixonado

Todos os créditos para: http://transmimentos.blogspot.com/2009/01/de-bruxos-e-boticrios.html

 

 

Aqueles dias de ar frio e seco, nunca lhe fizeram bem. Antes, a chuva insistente e os dias cinzentos em que poderia respirar normalmente. A velha cidade e suas paredes e pedras mofadas não combinavam com dias frios e de céu azul. A menina, resignada, brincava pelas escadarias e jardins internos da casa grande. Mas em ritmo mais lento e comedido, não poderia abusar e além do mais, era uma visita.
Das escadarias do terceiro andar, de alguma das incontáveis portas do antigo hotel, ele apareceu. Sempre sorrindo, com seu terno de linho cor de palha totalmente amarrotado, sapatos sem brilho e aquele bigode antigo colado no sorriso e nos lábios. Generoso em seus abraços e beijos, o chapéu Panamá jogado de lado, mil e uma chaves nos bolsos e a ternura para com as meninas. “Sempre quis ter uma, mas Deus só me deu três marmanjos”, repetia!

Perspicaz, não precisou de pedidos do cunhado (vovô SôZé), detectou o mal logo de início. Levou-a ao laboratório: vamos melhorar esta respiração! Bronquite!

Estantes altas, vidros, porcelanas. Ele era um bruxo, para ela. Falava de espíritos, poções, fórmulas mágicas. A menina se encantava a cada passo. Cada cena ficaria gravada em sua memória, enquanto o observava manipulando estranhos vidros, tamisando estranhas substâncias. Finalmente, ele entregou a seu avô um frasco grande de vidro e outro pequeno com conta-gotas. Não era um espírito, nem uma poção. Era um xarope e uma essência!

I
Emulsão simples ................. 120 cm3
Essência de terebentina ........ 5 cm3
Xarope de tolu ..................... 30 cm3
F.S.A.

II
Essência de terebentina qsp ... 20 cm3


“Tome 1 colher das de sopa de duas em duas horas“ e não se esqueça de pingar duas gotas de essência de terebentina em seu travesseiro antes de dormir.”


Deste dia em diante, a menina sabia que seria bruxa como ele. Faria poções, espíritos, xaropes, cápsulas, emplastros e unguentos. Seria uma boticária!

*****

 

 

 



- Postado por: Diii às 17h45
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Ultrapassadíssima? Que seja.

 

 

Lendo o blog da querida Clarissa, tive certeza que o que tinha lido na revista Gloss (ééééé.. leio-adoro-compro-todo-mês!) era verdade. Clarissa leu na Veja. Eu, na Gloss. E é fato: Pitty não se importaria de ser "traída". Importaria, sim, não saber "do fato".

"Meu grilo não é o meu parceiro sentir desejo por outra pessoa. É o fato de eu não saber. Eu quero me sentir incluída. A mina é massa? É gostosa? Me leva junto!".

Leia de novo. E de novo. Mais uma vez. Leu? É isso mesmo. Você sabe ler sim.

Pára (não tô afim de tirar o acentoOO)  tudooooo. Mas antes de você parar tudo, quero esclarecer algumas coisinhas: eu adoroooo o trabalho da Pitty. Tenho várias músicas no meu MP4. Já fui no show da descolada aí. Fiquei triste quando soube que ela tinha sofrido um aborto espontâneo. Se eu não fosse uma profissional da saúde, certamente, teria muito mais que sete tatoos. E seriam visíveis, sim. Confesso que já achei a roqueira aí meio "fora-da-casa". Mas ao me identificar com muitas de suas músicas, deixei pra lá o que ela é ou deixa de ser - como pessoa. E o fato de discordar com o que ela acha certo - em um relacionamento - não tem nada haver exclusivamente-com-a-sua-pessoa. (Discordaria também se fosse você que lê aí, do outro lado!)

Tem haver, simmmm, com a minhaaaa pessoinha. Que é super fechada quando se trata de relacionamento a dois - amorosoooo, entendam. Não admito infidelidade de sentimento. De maneira alguma. O que meu namorado sente por mim, tem que ser só por mim e ponto final.

 

Tá certo que nem ligo quando a cereja, melancia, moranguinho ou jaca - se disfarçam de mulher - saem na playboy e fazem a classe masculina, inclusive seu love, babar e outras coisinhas que vocês aí sabeeeeemmmmmm simmmm. Não ligo mesmo. Se um dia meu namorado pedir, até compro. Na boa. E de verdade-verdadeira. Veja, querido, veja mesmooooo. Babe. Se excite. Fique olhando bemmm lá. Até cansar. Cansou? Mês que vem tem mais. Relaxa, Honey.

Não sou nenhuma Hellen Roche, mas confioooo sim "no meu taco". O que não significa que não sejaaa ciumentaaaa. Mas esclareço aqui que meus ciúmes andam mais contidos e justificáveis, e lógicos também. Menininhas assanhadinhas (pra não usar outra palavra mais objetiva..) que insisitem em não assimilar o estado civil do seu eleito, já não me tiram o sono. O máximo que conseguem de mim é o pensamento: Aff.. coitadas.

Se ele está comigo, ponto final. Afinal, ele é livre pra decidir o que e com quem quer ficar. Certo? Sem essa de sair-beijar-pegar-sexuar-e-nada-de-mais-é-você-que-amo. Comigo não, violão! Quer sair e fazer o que tem vontade? Minha vó sempre diz que a porta é a serventia da casa. Assino embaixo. E quer saber? Tá insatisfeito? Termina dumavez e vai à luta! Sem essa de eu-não-vou-estar-nem-aí-se-você-beijar-a-fulaninha-piriguete. Fidelidade, pra mim, vem de dentro. Vem anexa ao sentimento. Ultrapassada? Que seja. Penso e ajo assim, desde sempre. Não gostou? Beijinho, beijinho, tchau-tchau-tchau.

Estava conversando com um amigo dia desses e ele afirma que a maioria dos homens tem a fantasia sexual de transar com duas mulheres ao mesmo tempo. Tudo bem, cada um com suas fantasias. Fazer o quê? Aí me perguntei se admitiria isso do meu companheiro. E me respondi, que ao menos hoje, não. Nananinanão. Sexo? Só comigo, boy.

Se eu terei, daqui uns anos, um relacionemanto aberto já não sei. Vai que eu tenha amnésia e adquira outros hábitos e outras verdades? Tudo é possível, não acha? Não posso prever nada.

Mas por hoje, relacionamento fechado. Lacrado. É o que a casa oferece.



- Postado por: Diii às 10h10
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Minha carta para o Noel.

 

 

 

 

 

Papai Noel,

 

 

Sei que já estou "grandinha" e que (infelizmente?) já deixei de acreditar em um monte de coisas. E pessoas. Mas eu gostaria, ainda, de acreditar em você que sempre me passou a idéia de ser um bom velhinho. Daqueles de barba branca, baixinho, "pançudinho" e muito simpático. Confesso que adoro suas Hennas também, muito simpáticas - todas.

Papai Noel, nessa época do ano - especificamente os dias que antecedem o natal - eu fico reflexiva demais. Sentimental demais. Nostálgica demais. Pobre demais. Carente demais. E, triste demais também. Calminha aí, Noel. Não é por você e suas Hennas, não. Nem pelo aniversário de Jesus.

Fora você passar a comemoração natalina com quem você gosta de verdade (inclusive cachorros - caso tenha), celebrar o nascimento do nosso todo Poderoso e ganhar um presentinho, qual a graça? Pode me dizer? Não, não. Não estou agindo feito uma velha chata e rabugenta. Ou talvez até esteja, vai.

Não dei argumentos suficientes para não gostar de natal? Tá bom, daddy. Vou tentar lembrar de tudo e colocar em tópicos, pode ser?

  • Imagina você lá no centro da sua cidade, saindo cansada de um dia de trabalho, calor infernal, vontade de chegar em casa tomar uma ducha gelada... e eis que pedestres frenéticos por compras (mesmo que seus respectivos décimos terceiros já tenham acabado há dias!) invadem seu espaço! AAAAHRGGGGGGG! Não sei porquê, mas somente pessoas cheirando a suor (daqueeeeeeeeeeeeeeeeles mesmo que você já deve - infelizmente - ter aspirado) e com sacolas de diversas formas e tamanhos (odeio sacolas, principalmente carregá-las) esbarram na minha, já, irritada pessoa. Mas aí eu respiro fundo e continuo. Olho uma sandália lindademorrer e entro para provar. A vontade acaba ao constatar que há uma vendedora para cada 15 clientes, e que inexplicavelmente, têm DUAS caixas com as maiorrrrrrressssss caras de não-tô-afim-de-trabalhar-que-nem-camelo-no-natal.

  • Aí tem o famoso amigo-secreto-o-que-darei? E você também pega a pessoa - Murphy, lembra? que menos conhece e fica dias pensando nas várias possibilidades do que não vai dar. E quando compra ainda tem a sensação de que não era "a cara" do fulano. Pra piorar mesmoooo, só ganhando algo que não pediu. Ou que não vai usar, nuncaaa.

  • Também tem "gente" que tá-nem-aê pro mundo o ano todo. Não liga pra caridade. Solidariedade. Bondade. Empatia... E um monte de coisas e sentimentos bons que deveriam ser cultivados o ano todo. Mas só no natal que cai a ficha. Só no natal que as pessoas passam fome. Só no natal que a gente lembra que em SC têm mais de CINCO MIL PESSOAS desabrigadas pela histórica enchente, sem roupa, sem trabalho, sem ruas limpas, sem água, alguns até sem os filhos - que morreram na tragédia, sem cama quentinha pra nanar, sem esperança, sem rumo, sem qualquer motivo de alegria pelos próximos meses. Só no natal têm pessoas morrendo sem atendimento nos hospitais. Só no natal aquele seu vizinho chato-insuportável-que-ouve-som-alto-no-último-volume se torna agradável. Só no natal você fica com dó dos cachorros de rua. Só no natal você vai lá e compra uma cesta básica achando que está fazendo grande coisa. Só no natal você faz promessas de ser uma pessoa melhor. Só no natal você tenta se tornar a pessoa que não conseguiu ser o ano todo.

  • Por eu acreditar em Deus, ter fé e saber que tem um cara lá em cima superrrr gente boaaaa, e que torce por mim, é que eu acho o dia de natal importante, sim. É o aniversário de uma pessoa que amo de verdade. E eu como bolo de aniversário todo natal mesmooooo. Mas o que me deixa mais feliz é saber que houve na face da terra um homem bom de verdade - e de coração.

  • Porque no natal, algumas pessoas - sem o menor carisma - se vestem de papai noel e enganam criancinhas inocentes - afffffffffffffffffffff. (Ééééé.. também já fui enganada.)

  • Porque no natal você queria férias também - você e o resto do mundo, só.

  • Porque no natal as pessoas te confundem com papai - ou mamãe - noel e acham que seu saco não tem fundo.

  • Porque as lojas nos iludem com a promessa de pagamento apenas "para o ano que vem". Faltam SETE dias para esse "ano que vem".

  • Porque todos querem comprar. Comprar. Comprar e comprar. Só que sentimento de verdade, nunca esteve à venda, senhores.

  • Porque sua casa enche de gente, de todas as formas e tamanhos. E você não consegue nem escovar os dentes "sossegadamente". Banho? Só se for ao som de alguém perguntando: vai demorar??? C A R A L E O O .... (Desculpeeee papai Noel.. mas precisei.)

  • Porque os salões de beleza se tornam inacessíveis ou insuportáveis - sempre tem a fulana descrevendo sobre a ceia e os presentes que comprou e aindaaaaaaaaa comprará.

  • Porque você recebe cartões de natal de pessoas que nem te cumprimentam na rua. Ou que você não faz a menor idéia de quem seja.

  • Porque seu padrinho acha que você têm 12 anos e pergunta se você quer ir na loja escolher seu presente. (Não é tão má idéia assim..)

  • Porque sua vó faz aquele arroz com frutas cristalizadas que você odeia - desde sempre.

  • Porque os restaurantes e supermercados parecem bingo.

  • Porque os ônibus interestaduais lotam.

  • Porque ....... cansei de porquês, papai Noel.

Depois de tantos motivos, justos ao menos para mim, eu espero de verdade que o senhor entenda minha aflição nesse período pré-natalino. E repito mais uma vez: não é nada contra o senhor, não. Pode continuar aí com sua lista de presentes.

Viu como fui boazinha nessa carta? Nem pedi nada - ainda. Mas eu .. ahmm.. na verdade queria pedir, sim. Mas o que esperarei, na noite de amanhã, não se compra em nenhuma fábrica de brinquedos. Nem em alguma concessionária. Nem em um Sebu's, acredite! Nem em uma loja de informática. Também não estará numa agência de viagens. Nem lá do outro lado do mundo.

O que eu quero é simples e necessário. E como sei que o senhor tem conexão direta com o aniversariante lá de cima, acho que meu pedido poderia ser atendido, papai Noel. E pra eu acreditar de verdade que o senhor existe e faz toda essa mágica de passar em todas as casas - como deveria ser - e deixar o que seus "pedintes" desejam, eu vou apenas mentalizar esse pedido singelo.

E então, quando meu pedido-presente-metalizado for captado pelo senhor e realizado (ou deixado embaixo da árvore..) eu voltarei a acreditar. Em quê? Ahh, papai Noel. O senhor sabe. O senhor sempre sabe.

 

Com carinho,

 

Diii.



- Postado por: Diii às 00h31
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Bad girl.

 

 

 

 

 

Lendo há pouco o blog da Aline fofa Lanzarin, me vi cercada de algumas poucas certezas. Digo poucas porquê no momento o que menos tenho são certezas. Dúvidas? Infinitas.

 

Já tinha lido (novidadeeee...) o texto em que A Martha (Medeiros) fala sobre mulheres boazinhas. E relendo no blog lindimaissss acima citado, definitivamente, essas poucas certezas que habitam essa pessoa aqui tamanho G, podem sim ocupar o espaço das próximas linhas.

 

Eu não tenho a mínima vocação pra esse tipo de mulher. E quando digo que não tenho, não tenho mesmoOO. Minha educação familiar sempre exigiu de mim comportamentos dignos de uma Lady. Com licença. Por favor. Desculpe. Posso ajudar? Obrigada. Não fale palavrão. Não coloque os cotovelos sobre a mesa. Não fale de boca cheia. Não sente, quando estiver de saia ou vestido, de pernas abertas. Não grite. Blá-blá-blá........... infinito. E mesmo sem entender o porquê de algumas "ordens", eu cumpria. Então, se tornaram hábitos e hoje fazem parte da minha rotina. E nem doem. Acreditam? Verdade.

 

Mas ao mesmo tempo em que adquiri hábitos educados ou certos ou normais ou sei lá o quê, eu também aprendi a não "engolir" sapo. É. Minha língua possui um sistema autônomo, incontrolavelmente, rápido. Não seletivo. E, por muitas vezes, nada educado. Eiiiiiiiiiiiiiii, calma. Eu não sou do tipo "barraquentaaa" - deusmelivreeguarde. Mas não aceito mais o que não acho certo. E mesmo quando minhas certezas divergem da maioria, eu falo. Nunca fui a Roma, mas boca pra isso tenho sim. Quer pagar pra ver?

 

Nunca serei uma esposa que fará tudoOOOO única e exclusivamente pelo "bem-estar" do marido ou da família ou da sogra ou do vizinho sem noção ou daquele parente folgado. Roupa suja no chão? Coloca pra lavar, oras. Não está gostando? A porta é a serventia da casa, dizem. Além de não estar no time das "boazinhas", sou grossa. É. G-R-O-S-S-A. Se eu acho bonito? Se não estou confundindo bondade com educação (ou a falta dela que seja..)? Não. Sei a diferença entre bondade de boazinha e educação de educada - e sincera.

 

Minha raiva, nunca será de uma mulher boazinha que chora escondido por não ter tido a coragem de ser ela mesma ali no momento em que o sentimento aconteceu. Minha raiva é de mulher má. Daquelas que ficam vermelha. Que surtam. Que batem a porta. Que terminam tudo. Que vão embora sem dar satisfações. Que saem "à francesa" quando o sono vence. Que toma sorvete e não oferece. Que desliga o telefone na cara - mesmo sabendo que se arrependerá depois. Mulheres boazinhas não espumam de raiva com pessoas intransigentes e totalitárias. Não fazem cara de está-tudo-bem-fulano-não-foi-nada quando seu pé lateja de dor.

 

Mulheres boazinhas jamais desejam a morte (d-e-s-e-j-a-m, o que não significa que saem por aí sequestrando ou matando ou jogando alguém pela janela) da fulaninha que insiste em dar em cima do seu namorado. Jamais demonstram carência. Jamais dizem que querem sexo tanto quanto têm vontade. Jamais pegam um carro às dez horas de uma noite chuvosa e vão chorando (de raiva, é claro) de um estado a outro apenas pra cuspirem tudo o que sentem, mesmo que isso custe o resto da noite numa emergência de hospital com direito a técnica de enfermagem mal humorada colocando soro com sei o lá que na sua veia devido a uma "crise nervosa". Páragrafo novo.

 

Proporcionalmente à intensidade de meus sentimentos e atitudes, jamais conseguirei viver sob quaisquer adjetivos que estejam no diminutivo feminino INHA. (Que com todo respeito e educação, combinam mais com uma mulher boazINHA.)



- Postado por: Diii às 22h12
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Sobre Magalhães e Camelo.

 (Escrevi esse texto há uns dias atrás e tinha esquecido de publicar! Bom.. aqui está.. mais como opinião própria que como textoo!)

 

Eu já sei que eles estão juntos. Sim, ela com 16 e ele com 30 anos. Já li também as insinuações irônicas a respeito da diferença de idade entre os mesmos. Muito antes de ela florescer na e para a MPB brasileira eu já adorava o Camelo. Sua letras sempre me cativaram pelo romantismo inteligente-não-chato-melodrámatico-e-pegajoso. Além das músicas, sempre achei ele um cara bacana. Espontâneo. Sensível. Despojado. Tímido. Inteligente. E que usa All Star. (Sem contar aquela barbinha por fazer... aff!)

 

Vi e ouvi pela primeira vez a Mallu, no programa do Jô. Que meninaaaaaa fantástica, pensei. Quando ela cantou então.. fiquei maravilhada. Com todo respeito, srta. Marisa Monte II. Voz perfeita. Sinceridade que pegou de jeito todos que estavam ali. Ao mesmo tempo em que é super energética transmite uma serenidade que nem sei descrever. Além de super carismática, claro. Caso não soubessem de quem estou falando nunca diriam que ela tem 16 anos. Com carinha de 13. É. Ela é uma fusão de uma mulher de 40 com idéias de adolescente e expressões (tanto na roupa como na face) de criança. Além de ter um conhecimento sobre instrumentos musicais que deixaria muitos músicos no chinelo, podem apostar.

 

Neste exato momento estou ouvindo a música que eles cantam juntos: "janta". Se eu nunca tivesse ouvido e nem soubesse quem eles são.. diria que há sintonia total em t-u-d-o. Desde a música escolhida ao dueto perfeito. Há emoção. Verdade. Sinceridade. Paixão. Entrega. Totalidade. Eles não se completam, se acrescentam.

 

Quem anda fazendo injúrias sobre uma suposta "pedofilia" com certeza não assistiu, nem ouviu, nem sentiu eles cantando. Pára tudoooo. Até alguém descrente de tudo na vida vê, explicitamente, o amor que existe ali. Sem essa de diferença de idade. Sem essa de ela nem ter saído das fraldas. Sem essa de que ela-é-muito-criança-pra-ele. Por favor, me poupem de puritanismos desnecessários. Hipocrisia pra quê? Pra mim e pra qualquer pessoa com o mínimo de noção, sobre qualquer situação lógica, veria que ali há conexão absoluta. Tem amor de sobra sim sinhô. Então deixemmmmm eles. Vão cuidar de suas vidas. De seus desamores. De alguém que realmente precise "ser cuidado". Ser invejado. Ser acusado de pedófilo. (Aff... santíssima ignorância.)

 

Pra mim, e principalmenteeeeeeeeeeeeeeeeeee pra eles, são perfeitos.

 

 

E como canta Jota Quest: ".. se isso não é amor, o que mais pode ser?"



- Postado por: Diii às 00h24
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Ho ho ho ho ..

Lembro bem daquela véspera de Natal. Eu e meus pais (minha irmã ainda não estava nos planos), chegamos em casa e nos preparávamos para dormir. Meu pai fechava o portão da garagem enquanto minha mãe dava comida pro cachorro. (Miss You, Pudinho!) Eu usava um "conjuntinho" azul - horrível. Estava - como qualquer criança - ansiosa para saber o que Papai Noel traria pra mim. Então não conseguia dormir e levantei com o barulho da porta de trás da casa. Fui até lá e vi meus pais conversando baixinho no quartinho-de-passar-roupa. Mudaram de fisionomia quando me viram. Eu devia estar descabelada mesmo, mas não justificava a alteração em suas faces. Trocaram de assunto. Mas foi quando meu pai me olhou e riu - com aquela risada que traduz "ali tem" - que eu soube que algo muito ruim (pelo menos pra mim) aconteceria. Fiquei na sala sentada pensando. O que estava acontecendo? Papai Noel tinha dito que não viria mais? Fui péssima menina durante o ano? Mas minhas notas foram excelentes! Fiz muita bagunça? Desobedeci?

E quando meus pais foram para o quarto, eu silenciosamente voltei lá no quartinho-de-passar-roupa. Precisava saber o que tava errado. De cara identifiquei uma sacola amarela de plástico, enorme. Com uns dizeres em preto. Essa sacola não estava ali à tarde. Tinha certeza. Respirei fundo e chegando mais perto consegui ver. Eram vários jogos infantis. Os mesmos que havia pedido, ao então Papai Noel. Minha expressão ficou botoxizada até o momento em que minha mãe pegou no meu braço e perguntou o que eu estava fazendo ali. Não precisei responder, meus olhos falaram - como sempre.

Meus pais tentaram, inutilmente, me convencer que o bom velhinho tinha passado antes da meia-noite porque ainda tinha várias casas pra visitar. Há! Como eles estavam acreditando mais do que eu, dei um sorriso e fui deitar. Leia de novo: deitar.

Deitei de barriga pra cima. Olhei para o teto. Não conseguia me ver, mas sabia que minha cara e meu coração estavam decepcionados. Papai Noel não existia. Nãoooo existiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Como assim? Me belisca. E eu que briguei no colégio quando me disseram que eram meus pais que davam os presentes? Ai, que burra. Mas a minha verdadeira decepção não era de fato com a inexistência do Noel. Era com meus pais. Que me enganaram por anos com aquela farsa. Como assim? Então eu sou chantageadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa o ano todo para ser-uma-boa-menina-secar-louça-arrumar-a-cama-obedecer-e-não-quebrar-a-janela-do-vizinho-com-uma-pedra e o objetivo principal nem existe? E aquelas crianças que escrevem pra ele? E as Hennas? E a roupa vermelha com bordas brancas? Como assim? As lojas também mentiram? É. Todo mundo mentiu. E foi minha pior véspera de natal - pelo menos até a data de hoje. Foi difícil aceitar que as duas pessoas em que mais confiava, mentiram pra mim. Me fizeram acreditar em algo que nem elas próprias acreditavam. E eu acreditei. Com a maiúsculo.

Passado "alguns" anos, entendo melhor a sensação que, por uma noite, me tirou o sono e a esperança. A sensação "estranha" sentida, hoje tem seu nome próprio: Decepção.

Então a gente cresce. Estuda. Estuda. Mata aula. E estuda de novo. Faz amizades. Faz cara feia também. Dá uns beijos. Se faz de difícil. Fica. Pega. Namora. Namora. E, namora.  Conheces pessoas e Pessoas. E depois de se achar adulta pensa que está imune à decepções. Oras, como uma mulher independente-bonita-formada-vacinada-dona-do-próprio-narizinho pode se decepcionar, AINDA?

É. A pior parte da história é que a gente (ou eu???) sempre vai se decepcionar com as pessoas. E com as mentiras "delas" também.

Mas o blá-blá-blá todo aí não foi à toa, pessoas. Foi apenas pra mostrar de uma forma VERDADEIRA que eu ainda, burramente-ingenuamente-idiotamente, acredito nas pessoas. Principalmente, naquelas que passam meses fazendo você acreditar em algo que nem mesmo elas acreditam.

 

 

 

 

P.S: Querido Papai Noel, esse ano eu fiz tudo direitinho. E como eu acho que o Sr. vai trazer o que eu pedir, aqui vai. Na verdade eu não quero que o Sr traga nada não. Apenas que leve a maldade das pessoas para o mesmo lugar que o Sr. mora. Pois sei que lá onde o Sr. mora é bem difícil de achar né? (Será que é por isso que as pessoas nunca acham o Sr.?)

Beijos e até dia 25.



- Postado por: Diii às 22h31
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Trimmmmmmmmmmm - Nobody's Home.

 

 

 

Lendo o texto do blog da digníssima Clarissa Corrêa sobre telefone(mas) e afins, tive vontade de escrever sobre tambééémmm. Lá vou euuuuuuu!!!

 

Bem lá nos meus 15 aninhos eu achava, sim, que telefone era brinco. Trabalho de quê? Telefone. Será que a Elô vai lá no jogo comigo? Telefone. Pai, a mãe pediu pra comprar leite! Telefone. Que roupa você vai? Telefone. Elôooo... aquele FDP ficou de ligar e não ligou!!! Telefone. Pai, me leva ao dentista? Telefone, always. Pedir pizza? Telefone. Ver onde a mochila de rodinhas está mais barata? Phone. Tirar dúvida em véspera de prova? Claro, telefone. Aff.. esqueci da resposta da dúvida.. telefone-telefone-telefone.

É. Tive minha fase desliga-esse-telefone-que-não-estamos-ricos. Pra quem ainda não sabe tenho 27 aninhos ( \o/ ) - 12 a mais que na época do surto logo acima citado. AHHHHHHhhhh.. vale a pena relatar aqui também que pós-surto-telefone-fixo também tive o surto celular-é-meu-brinco. Senhoooorrrrr, como enriqueci a TIM!!! Tá. Tudo bem, passou. Vou parar antes que sinta remorso por fazer-sim-uso-abusivo-desnecessário do phone.

 

A verdade é que adquiri verdadeira aversão a qualquer tipo de aparelho e linha telefônica. Sou ótima com números, mas os telefônicos não quero mais não. Odeio atender telefone também. (Cabe aqui explicar que atendo sim, muitoOOOOs durante o período que estou trabalhando. É. Não tem jeito. Faz parte do meu TRABALHO. Ou alguém já viu farmácia sem telefone?)

Mas convenhamos.. pior que atender o telefone é identificar um asno-falante-compulsivo do outro lado. Deusdocéuuuuuu!!!!!!! E aqueles então que falam como se você estivesse visualizando suas mímicas circenses? Seria hilário, não fosse uma verdadeira tragédia - pelo menos pra mim.

Não adianta, não gosto mais de telefone. Nem de qualquer "ligação".

 

Estou alheia a quaisquer tipos de ligações. Tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu ..........

 

 

E então eu declaro: se quiserem conversar comigo, não me liguem.



- Postado por: Diii às 13h46
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Sobre Diários e Agendas..

 

 

 

Tinha sete anos quando emburrei no meu quarto porque queria um diário. Sim, um Diário com d maiúsculo. Depois da minha cena-papai-me-dá-se-não-não-desamarro-o-burro, ele mandou eu escolher na melhor papelaria da cidade (hoje ela nem existe mais - Papelaria Pérola). E lá fui eu. Quando vi todos aqueles caderninhos com a escrita Diário na capa.. ahhhhh.. foi mágico. Não sei até hoje descrever o momento. Então, coloquei meus olhos - infantis - em um especial que tinha uma menininha com uma flor amarela na mão. Tinha cadeado. As folhas tinham 3 cores e cheiravam pudim de baunilha. Fiquei odorificamente (existe??) e visualmente hipnotizada.

 

Ao chegar em casa, antes de abrí-lo, olhei. Olhei. Olhei. Deitei, coloquei no travesseiro e continuei olhando. Não pensava em nada. Só contemplava. Não sei quanto tempo fiquei assim, mas foi tempo suficiente para anoitecer. Jantei e depois peguei uma caneta de 10 cores e outra dúvida surgira:

- Com que cor escreverei na primeira página do meu primeiro diário? (Na época, essa dúvida era muito importante para uma menina que começaria uma amizade com o desconhecido - um diário cheiroso com cadeado).

E então minha melhor e mais esperada hora do dia era quando abria aquele cadeado e começava escrever. Lembrava de tudo - ou quase - que tinha feito e escrevia. Sentia-me importante. A-menina-que-tinha-e-escrevia-no-seu-diário-começou-a-notar-sua-importância.

 

Nos anos seguintes, eu não queria mais diário. Queria Agenda(s). A palavra Diário já me causava certo estranhamento. Acho que era algo bem próximo disso: estranhamento. Então continuei d-escrevendo meus dias e meus sentimentos em agendas. As primeiras, tinham letras enormes desproporcionais (condizente com a idade da moça aqui!) e figurinhas de chicletes. Papéis de bala - com recadinhos. Guardanapo. Lembranças de amigas. Meu primeiro "amor". Acho que também tinha algo relatado do primeiro beijo.

Na minha aborrecência, minhas agendas, se tornaram sentimentalóides a ponto de - hoje - achar que poderia ter inaugurado o Movimento Romântico brasileiro, caso eu estivesse presente nesta época de Suspiros Poéticos e Saudades, do Sr. Gonçalves de Magalhães.

E com o aumento das responsabilidades, minhas agendas começaram a ter mais páginas em branco que enfeitadas com palavras (des)necessárias. Alguns meses passaram, literalmente, em branco.

Minha "última" agenda é uma permanente. Não tem ano, nem dia definido. Escrevo quando quero. Sem compromisso de dia. Deu vontade, vou lá e escrevo. Escrevo por hobby. Por vontade de passar pro papel ou pro Blog o que ocupa espaço aqui dentro. Ou o que precisaria de espaço, também.

 

Na verdade, depois que construí meu blog, minha escrita anda mais cyber. Mais prático usar a tecla DEL que riscar em cima da palavra fora da minha ordem particular. Porém-entretanto-mas, vira-e-mexe preciso do contato com o papel. Então pego minha permanente e leio. Se dá vontade, escrevo.

Tááááá. Depois de todo esse blá-blá-blá que você se dignou a ler (thank's!!!!), abro o jogo: não consigo mais viver sem escrever. Preciso das palavras ali num lugar visível (pelo menos pra mim, há!). Não é mania. Nem passatempo. Nem vontade de divulgar sentimentos que serão sempre meus. É uma necessidade que deixa minha vida mais completa. Mais entendível, talvez.

E, acreditem, nem sempre consigo transmitir e expressar a explosão de sentimentos que borbulham, diariamente. Quando coloco minha cabeça no travesseiro, milhões de textos começam por si só a serem escritos no meu blog-mental-autônomo. Aí penso: preciso escrever isso quando acordar. Mas durmo e só lembro que tinha ou o queria escrever quando estou fazendo algo que me impossibilita. E aí, inexplicavelmente, começo a ter conclusões do texto escrito - mentalmente. Consigo até discordar de mim mesma (Hilário!!). Reformular o pensamento e quem sabe, concluir. Minhas idéias e sentimentos nem sempre têm conclusões. Alguns já começam com um ponto de interrogação e nunca encontram um ponto, muito menos o final. Não tenho o mínimo interesse em ser-metornar-parecer uma pessoa retilínea que possui começo-meio-e-fim. Não rolaaaaa, mesmooo. Sendo assim, não poderia exigir o mesmo de minhas verborragias-incontroláveis-independentes.

 

 

Mas o que interessa, ou melhor, o que me interessa é que consigo sentir e - de alguma forma - tornal real através do meu jeito: escrevendo. E sejá lá qual for a forma da minha escrita (mental, no papel, bloguística, própria ou desajeitada) ela precisa existir pra mim. Leia de novo: pra mim.

 

 

Escrevendo consigo entender muitas coisas que apenas sentindo não teriam o mesmo significado - pelo menos não pra esta-ser-aqui que vive boa parte do dia (e da noite também) escrevendo.

 

Ah, e claro: sem a menor obrigação.

 



- Postado por: Diii às 19h44
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SER GRATA (Era o que eu queria - quero - dizer!)

 

 

" Acho feio quem esquece daquele que foi amigo, que deu demonstrações de nunca-vou-te-deixar-sozinho-nem-na-fossa-e-nem-no-brinde. Injusto, ingrato, nada bonito. Perdi alguns pelo caminho, alguns que achei que fossem amigos e mesmo pelos perdidos tenho gratidão. Todo mundo já teve um momento fulaninha-é-muito-minha-amiga e depois rolou o fulaninha-era-eu-achava-eu-pensava-que-era-muito-minha-amiga. Acontece, tenha você quinze, vinte e cinco ou quarenta anos. A gente quebra a cara, se estrepa, derrapa e descobre que não era bem assim, nem tudo era tão azul e tão afetuoso. Mas, mesmo nesses momentos, quando você precisava, a fulaninha foi legal com você. Hoje não se falam, mal sabem uma da outra, mas você lembra daquela vez que estava aflita ou muito feliz e dividiu os sentimentos com aquela que um dia foi e hoje não é, nada mais é, nada mais significa. O gosto? Gratidão, obrigada dona Fulaninha de Tal. Pronto. Seja legal, não esqueça o que fizeram por você."

 


 

Por Clarissa Corrêa.

 

 



- Postado por: Diii às 09h31
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Sublinhados - Selma e Sinatra (Martha Medeiros)

 

 

" .. a gente nunca agrada todo mundo. Aliás, quase sempre não agradamos ninguém. " (p. 30)

 

" .. é uma pena que esta garota ainda não tenha entendido que cada pessoa é voltada para seu lado obscuro, para seu perfil mais secreto, para um mundo sem letras, incodificável. Quem procura palavras para se decifrar está buscando autenticar uma farsa. É sempre um parto difícil, induzido, e não se sabe o que vamos ter que adotar como nosso até o fim da vida. Quanta responsabilidade, identificar-se! "Esta sou eu, muito prazer. sinto isso, gosto daquilo, sou contra, sou a favor .." É uma idiotice delimitar-se através de preferências e opiniões. E depois morrer justificando estas escolhas que foram apenas casuais, oportunas, apetecíveis num determinado momento, mas nunca para sempre. Que sorte têm os tolos, os desprovidos de inteligência, que não fazem a menor questão de saber quem são e muito menos de propagar sua descoberta. " (p. 78-79)

 

" - Não é mentira. As versões que apresentamos de nós mesmos são verdades escolhidas, pinçadas de dentro de um emanharado de opções. Nimguém pode ousar adivinhar o que se passa na cabeça dos outros ou exigir coerência de quem quer que seja. Em algum momento eu lhe disse que esta rendição ao convencional me fez uma mulher infeliz? Pois não fez. Infeliz eu teria sido se ficasse de braços cruzados esperando a vida fazer de mim o que bem entendesse. " (p.94)

 

" - Todo mundo sofre, todo mundo tem dúvida sobre suas escolhas, todo mundo se arrepende, se perde, volta atrás, recomeça. Esta é a história de todos. " (p. 94)

 

" - Eu pagaria uma pequena fortuna para saber os pensamentos que você andou tendo sobre mim nos últimos meses. Aí veremos quem é cruel." (p. 107)

 

" .. Tão preocupada em ser feliz, esqueceu de ser alegre." (p. 110)

 

" .. Quem a amava, afinal? Aí é que está. Não precisava mais se fazer esta pergunta. Estava se lixando para este tipo de amor que costumava vir embrulhado em papel de bombom. Foda-se a cartilha  da felicidade." (p. 111)

 

" .. As fotos nunca contam nada. (...) Rápidos flashes de emoções sem explicação racional, instantes de plenitude vindos do nada, conexões estabelecidas consigo mesma, (...). Ser anônima compensa. E ainda tenho a sorte de saber sorrir sem a ajuda dos lábios, sem mostrar os dentes, sorrir internamente sem que ninguém venha me perguntar: qual é a graça? A graça é fazer parte deste circo, às vezes, e não fazer parte, em outras, e sempre se sentir confortável. " (p. 113)

 

" - Pois eu acho que vida nenhuma é suficientemente rica para merecer o verdadeiro interesse dos outros. somos todos voyeurs e curiosos sobre a intimidade alheia, achando que a vida de um artista ou mesmo a vida do vizinho irá nos ajudar a compreender melhor nosso próprio universo, e acabamos frustados com as descobertas que não fazemos. " (p. 121)

 

" - Vou sentir falta de você, Selma.

 - Também vou sentir falta de mim, Guta. Não tinha o costume de ser puxada pra fora. Você tentou me exorcizar, e creia-me: não foi tão malsucedida quanto imagina. Mas isso agora não importa mais." (p.128)

 

" - Agora é comigo mesma. Preciso continuar com meus exercícios de desapego, senão não vou suportar." (p. 128)

 



- Postado por: Diii às 08h59
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Miss You

Pra quem ainda não sabe tenho um distúrbio - que deve ser multipolar - de humor. É. Tenho um turbilhão de emoções aqui dentro que nem sempre são controláveis. (Tá. Ultimamente, até que tava tudo meio controladinho por aqui.) E então hoje a carência saiu pra fora e nem tive como fazer algo. Quando me dei conta estava reagindo de acordo. Uma besta-sentimentalóide-incontrolável-melancólica. E chata. É, pessoas. Quando "fico" (ou sou?) carente fico estupidamente C-H-A-T-A. Se eu me namorasse, pediria férias de mim mesma. Pelo menos por algumas horas.

 

Depois do "surto" concluído fico me sentindo uma sei-lá-o-quê. Começo a sessão interna de tortura com meus, educados, adjetivos - um tanto quanto próprios. Ou pelo menos próprios para o momento. (Sobre os adjetivos? Prefiro não comentar!)

 

Tá. Deixa eu explicar. Eu não tenho sérios problemas mentais - ou pelo menos não ainda diagnosticados clinicamente. Rá!

Eu tenho um namorado que ama. Que me beija da maneira mais perfeita e ardente que você possa imaginar. Que me dá todas as certezas de que preciso. E das que nem preciso, também. Tudo bem que ele gosta de pagode, mas isso eu consigo - ou conseguirei - superar. Quando estamos juntos a sintonia é inexplicável e inesgotável. Tudo gira ao nosso redor e dá licença que estamos passando! Tenho infinita vontade de beijá-lo. E vice-versa. E quando a gente se encosta dá até choquinhos! (Esquece essa parte dos choquinhos que nem é isso, mas é algo parecido.)

Com todas essas verdades explícitas acima, me-diz-pra-mim como é que uma criatura inteligente, linda (é, além de loira sou otimista), independente, dona do próprio nariz, saudável, gostosaaaa, dona de um par de olhos estonteantes (até ri de mim mesma agora... hahaha...), sexy também quando quer e apaixonada pela profissão pode se dar ao desfrute de ser-estar-permanecer C-A-R-E-N-T-E?? Me-explica-pra-mim??? Não, a tinta não penetrou no meu cérebro e eu não entendo de verdade.

Não tenho motivos. Tenho surtos. Tenho momentos de querer você aqui pra mim sem explicação. Se preciso for, faço biquinho siiimmmmm. Me senti a última das mortais - pelo menos por hoje - por você não ter falado o tempo que eu achei suficiente no MSN. Por hoje, eu queria ter tido você por mais um tempo, sim. Queria ter visto sua cara de sono. Queria rir da sua característica - masculina - de não entender minhas palavras - femininas - ambíguas.

 

Por hoje, eu quis isso sim. E não posso prometer que não-quererei-nunca-jamais-never tudo isso de novo. Porquê toda minha carência pode apenas se chamar S-A-U-D-A-D-E.



- Postado por: Diii às 21h40
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