Happy Birthday, honey! 18 de junho de 2008. Alexandre, Oi, tudo bem? Desculpe a demora para reescrever, mas é que nem tudo acontece como gostaríamos, não é mesmo? Bom, aqui estou em forma de letras para desejar um ótimo aniversário! Happy Birthday, Honey!! Sei que você não gosta de manifestações excêntricas comemorativas.. mas não poderia deixar de parabenizá-lo.
Desde o dia em que soube que seu aniversário era nesta data, nunca mais esqueci. Quando fim de maio se aproxima é automático, meu cérebro dá o aviso: o aniversário do Alexandre está chegando. E eu respondo que tá tudo bem, mais um aniversário seu - apenas. A verdade é que nunca esteve mais bem desde que não nos falamos nem nos vimos mais. Todos os anos quando esta data se aproxima tenho imensa vontade de escrever um daqueles bilhetinhos bobos e românticos – se duvidar até com rimas.
Tenho curiosidade para saber se você ainda faz aquela cara de sem graça vermelho-tomate quando é surpreendido por um bolo. Ou balões? Ou.. telefonemas? Ou.. cartões? Já não sei mais o que o deixa sem graça. Nem o que lhe surpreende. Nem se você ainda tem todas as cartas que lhe enviei no começo-durante-fim do namoro. Eu tenho. Todas. Dia desses ainda reli todas e parecia que estava lendo como se você as tivesse enviado naquele instante. Consegui, magicamente, sentir as mesmas sensações de quando estávamos juntos. Deu até frio na barriga. Mas a que me chamou atenção, foi uma em que você promete que se algum dia, por algum motivo, a gente se separasse – você voltaria. Nem que fosse necessário atravessar oceanos, você voltaria. Nem que fosse para apenas me “contemplar” – voltaria.
Nunca fiquei esperando. De verdade. E talvez até devesse. Mas tem esperanças que o tempo apaga e não deixa marcas na folha para que possamos reescrever ou relembrar. Nunca te esperei. Não te espero. Tem algo aqui dentro que não responde mais. Tem algo aqui dentro que não entende ainda.
Depois que terminamos, nenhum dia após esta data eu derramei uma lágrima sequer por você. Por nós. Até hoje me pergunto o porquê e fico sem resposta. Como assim? Termino o meu primeiro namoro com o homem “que seria” da minha vida e nenhuma lágrima? Isso. Sem choro. Sem resposta. Sem algo que justificasse. Precisaria?
Eu estou “bem”. Situações inesperadas acontecem, mas são os ciclos. Cada um com os seus. Aahhh, lembra do carinha que falei na última carta? O da faculdade? Pois é.. semana passada nos vimos. E (in) felizmente tive a certeza de que sempre iremos nos ver. Independente de cônjuges. Independente de distâncias – imaginárias ou não. Independente de mágoas. Independente de amor. Independente de tempo. De cidade. De traições. De idade. De vidas.. (Tá bom vai.. sei que nem deveria falar essas “coisas” pra você. Mas é que não vejo impedimento pra isso. Estranho? Não. Pode ser.)
Se não quiser mais comentários a respeito, entenderei. (Mas saiba que estes são fatos que fazem parte de mim – e pra sempre). Afinal não somos mais nada. Nem amigos sequer. Nem amigos, Alexandre! Leia novamente: NEM AMIGOS. Seremos amigos um dia? Seremos qualquer coisa além de um vazio sem resposta? Será que você ainda conseguirá responder minhas perguntas apenas com um olhar? Mais uma vez: PARABÉNS! Beijos, Teletubbie. - Postado por: Diii às 18h34 [ ] [ envie esta mensagem ]
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